O que aprendi quando parei de comprar sem pensar:
- Victoria Passos

- 30 de jan.
- 3 min de leitura
Quem nunca olhou para algum lugar e se deparou com uma quantidade meio que absurda de coisas? Acredito que é realmente difícil de não acontecer. E foi exatamente isso que aconteceu comigo ano passado, entrei no box do banheiro e me deparei com uns seis xampus, três condicionadores, duas máscaras capilares e alguns sabonetes. Quem me chamou atenção sobre o fato foi meu marido, que gosta de usar tudo até acabar antes de comprar um novo. Algo admirável, mas que eu não reproduzia, como podemos notar.
Depois disso comecei a perceber um certo padrão, tinha na minha prateleira de cremes quatro tipos do mesmo produto, tinha cinco hidratantes corporais que nunca usava, na bolsa a situação era parecida, tinham dois cremes de mão, alguns protetores solares, vários tipos de blush. O motivo me parecia bem claro, apesar de nunca ter notado, sempre que eu via alguém usando algum produto, ficava tentada a testar e já comprava. Mesmo que tivesse vários produtos que me serviriam para o mesmo propósito.
Além disso, eu ainda ganho alguns produtos para testar, graças ao meu trabalho como influenciadora, o que é sempre muito legal, mas, ao mesmo tempo, me mantém nessa rotina de ter muitos mais produtos acumulando na prateleira do que realmente usando, e esse consumismo desenfreado vai totalmente contra o que eu gostaria de fazer, depois de uma certa frustração por ter chegado a esse ponto eu decidi não comprar nada que eu ainda tivesse em casa.
No começo fiquei tentada por várias compras, não vou mentir. Entrar em farmácia é sempre um perigo, porque eu amo a parte de cuidados para pele e me acabo no corredor de protetor solar, mas fiquei firme e forte e não comprei absolutamente nada que ainda tinha em casa nos últimos três meses. Viajamos para o Japão e até lá eu não me rendi às compras descontroladas e sem motivo. Só comprei produtos que acabaram durante a viagem. Achei que fosse sofrer, mas não sofri, bem pelo contrário, notei uma paz absurda em ter total controle sobre o que eu compro e em ver produtos sendo utilizados até o fim. Dá até gosto de ver a embalagem bem vazia, limpinha. Notei também que meus gastos diminuíram consideravelmente e as prateleiras lá em casa estão, finalmente, ficando mais vazias.
O intuito desse texto não é te influenciar a nunca mais comprar, até porque seria hipócrita da minha parte, porque como influenciadora eu influencio o consumo de forma direta, sei disso, mas não faço isso de maneira leviana. Meu intuito com esse relato é te fazer pensar melhor sobre como você gasta o seu dinheiro. E se você realmente precisa de uma quantidade enorme de produtos que servem o mesmo propósito, sabe? Sei que parece difícil no começo, sei porque pareceu para mim, mas há algo muito interessante em fazer coisas difíceis, porque nos mostra nossa real capacidade de controle.
E num mundo onde não temos controle sobre muita coisa, é legal demais saber que temos controle sobre nós mesmas.
Vou deixar algumas dicas do que fiz nesses últimos três meses e vêm funcionando para mim, espero que funcionei para você também! ::)
1) Fiz uma limpa geral nos produtos para verificar se algum deles estava vencido, adivinhem só? Tinham vários;
2) Separei todos os produtos que estavam pela metade e coloquei eles para frente da prateleira, para terminá-los antes do vencimento;
3) Os produtos que são em tubo eu cortei a embalagem quando parecia que não tinha mais produto e descobri que tinha produto para caramba ainda, coloquei num pote fechado para não secar e continuei usando por semanas. Também fiz uma nota mental de sempre priorizar produtos que vêm em potes.
4) Quando um produto está quase no fim eu já começo a procurar promoções na internet, antes eu acabava comprando no susto e pagava mais caro;
5) Quando vejo algo que gostaria de comprar, anoto numa lista para não esquecer;
6) Fiz uma lista com fotos de produtos que não gostei e uma de produtos que gostei para não gastar dinheiro com coisas que não me atenderam da forma como imaginei, porque a chance de eu esquecer é grande.
Por enquanto essas são as dicas que eu tenho a oferecer, não são muitas, mas elas ajudam muito e isso que importa, né?



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