Um quase tudo, um quase nada.
- Victoria Passos

- 18 de jan.
- 1 min de leitura
Você já me conhece tão bem, e é por isso que você vem, fica um pouco e já vai embora com alguma desculpa esfarrapada. Eu finjo que acredito. A gente fica um tempo sem se falar.
A gente já se conhece há mais tempo do que eu me lembro, e nossa história que não tem fim (nem começo) tá rolando desde que sua boca encontrou a minha boca na festa que teve na sua casa.
Depois disso eu namorei outros, você namorou outras. Eu achei que alguém era o cara da minha vida e você nunca pensou que alguém fosse te fazer feliz sempre, porque você é assim. Ficamos meses sem nos falar, e sem nos ver também. Mas você, como de costume, apareceu para averiguar se uma parte de mim ainda te queria.
E não é que eu te quis? Eu acho que até te gosto. Gosto mesmo. Você sabe disso. Jamais namoraríamos, mas nos damos bem. Você é o único cara que eu consigo conversar sobre tudo, tudo mesmo. Você me conhece bem demais. E depois de todo esse tempo sua mão ainda sabe por onde percorrer.
Você é aquele que nunca foi nada, mas poderia ter sido muito. Você é meu quase, e por isso eu quase te gosto, e eu quase fico.
Mas daí você sai pela porta da frente, com seu jeito tão seu de ser e eu só penso que você é muito seu e eu sou muito minha. A gente é muito nosso para virarmos nós.
A gente sempre vai ser um quase.
Quase tudo.
Quase nada.
Quase sempre!

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